Cinco dicas para se vender um jogador
Por Diogo Costa
Dicas para dirigentes inteligentes e os outros 99% deles.
1 - Vá à imprensa e fale que na categoria de base do seu time tem um jogador que tem tudo, para em dois ou três anos, ser o grande nome do futebol brasileiro, que ele é um craque, mas que é preciso ter calma e blábláblá. Se o jogador não for tão bom assim, faça com que os treinadores da base ratifiquem a sua opinião.
2 - Se o jogador for craque de verdade todos descobrirão o mais rápido possível. Se ele não for um craque, torça para que ele seja artilheiro ou eleito o melhor jogador de algum torneio de base. Nem que seja um torneio disputado na Índia ou China.
3 - Sendo craque ou não, nunca coloque esse jogador no time principal se este estiver em crise. Só aproveite o futuro craque ou a "eterna promessa", quando o time estiver jogando bem.
4 - Integre o jogador ao elenco e peça ao técnico para dizer bem dele na entrevista coletiva. "Esse menino que foi integrado ao profissional tem muito futuro", "é preciso calma, ele é craque, mas tem que provar muito ainda", "o toque dele na bola me fez lembrar o (ídolo do clube na década de 80 e 90), mas é preciso calma". Essas frases são perfeitas para serem usadas. Mas e os repórteres que vão aos treinos? Bem, eles quase nunca vêem o treino.
5 - Depois de tudo isso, o jogador entra e faz uma boa partida. A diretoria então aumenta o salário do atleta de 1.100 reais para 80.000 e a multa recisória vai para 20 milhões de euros. Mais duas partidas boas e começam as especulações. Se o jogador não for craque, não invente, venda logo, nem que seja pela metade do valor da multa. A enganação só será descoberta depois que o dinheiro estiver na conta do clube. Se ele for craque, renderá mais dinheiro ao clube nas futuras negociações.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 20h46
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Árbitros!!!
Por Diogo Costa
Eles são sempre os mais cobrados. Mais criticados por tudo. Sempre estão errados. Quando estão certos, não fazem mais que a obrigação.Eles ganham pouco, se estressam muito e não são profissionais. Apitam jogos duas vezes por semana e trabalham em outras coisas nos outros dias. Esses são os árbitros de futebol, os que ganham menos e influem mais no resultado do jogo. Os não-profissionais em um meio que precisa, cada vez mais, de profissionalismo.
A cada dia eles são mais cobrados, xingados e criticados. As criticas fazem parte, mas há um exagero por parte de alguns. Eles têm o direito de errar, todos nós temos. Mas qualquer lateral invertido vira um carnaval, um impedimento de 25cm não marcado é motivo para o bandeirinha ser chamado de ruim, ou pior, de ladrão. Como se fosse fácil marcar um impedimento de uma distância tão pequena. Claro, para quem está vendo em casa, com 734 câmeras, mais a ajuda da computação gráfica, tudo fica fácil.
Não que eles não tenham que ser cobrados. Mas há que se ter um limite. Erros como o de Carlos Eugênio Simom, no Botafogo x Atlético-MG, sim. Ali foi, no mínimo, muita falta de atenção estando a pouco mais de dois metros do lance. Mas outros erros podem acontecer, não deveriam, mas podem. Alguns erros geram discussão até daqueles que vêem e revêem os lances mais de cinco, seis vezes.
E quando o erro é contra o adversário ninguém reclama. Só faltava essa também para os árbitros.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 20h49
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É Josué!!!
Por Diogo Costa

Josué não é mais jogador do São Paulo, ele se foi. O "fica, Josué", assim como "fica, mineiro", não deu resultado. Mas nenhum torcedor são-paulino está bravo com o jogador. Todos sabiam que mais cedo ou mais tarde, isso poderia acontecer. E até que aconteceu tarde.
O volante chegou ao Morumbi em 2005, ao lado de Mineiro formou uma dupla de volantes que está na história do São Paulo. Não dá pra esquecer dos dois em campo, comando o meio-campo.
No Tricolor, Josué conquistou o Paulistão, a Libertadores e o Mundial, em 2005, e o Brasileirão do ano passado.
Pelo futebol, Josué poderia ir jogar em um time maior que o Wolfsburg (time médio da Alemanha). Mas pelo salário, qualidade de vida, segurança, entre outros muitos fatores, fez mais que certo.
O valor pago também foi baixo, mas o São Paulo não tinha escolha, ou vendia agora por 3,3 milhões de reais ou perderia o jogador no final do ano sem ganhar nada. E nenhum clube brasileiro pode desperdiçar uma quantia dessa, mesmo que com Josué aqui as chances de conquistar o Brasileirão fossem maiores.
É bom que se diga também, que o jogador queria ir embora. Com todo o direito. Com 27 anos, já não daria mais para ficar esperando propostas milionárias de grandes clubes europeus.
No lugar do "fica, Josué", a torcida deveria gritar "obrigado, Josué".
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 00h02
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Seleção do primeiro turno
Por Diogo Costa
O primeiro turno do Brasileirão terminou e será que, com os jogadores que temos atuando no Brasil hoje, daria para montar uma boa seleção? Eu tentei. O esquema escolhido é o 3-4-1-2.
Rogério Ceni (São Paulo), Miranda (São Paulo), Breno (São Paulo), Thiago Silva (Fluminense); Wagner Diniz (Vasco), Josué (São Paulo), Martinez (Palmeiras), Kléber (Santos); Valdívia (Palmeiras); Josiel (Paraná) e Dodô (Botafogo). T: Muricy Ramalho.

Apesar de os três zagueiros e o goleiro serem dos dois times que menos tomaram gols no Brasileirão, São Paulo e Fluminense, a marcação não seria o forte desse time. Os dois alas apóiam bem, Kléber inclusive já autou no meio-de-campo pelo Santos. Josué e Martinez são ótimos volantes, o segundo sai mais para o jogo e faz gols lá na frente.
Valdívia como o "1" do esquema, armando o jogo com a qualidade que tem, e sem nenhuma obrigação de marcar. Dodô e Josiel, o artilheiro do Brasileirão no ataque fazendo o que mais sabem, gols. Muricy Ramalho seria o treinador da equipe.
Um bom time pelo que temos hoje no Brasil. E muitos outros jogadores poderiam entrar nessa lista.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 14h10
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