Se o Campeonato Brasileiro acabasse hoje... [29]
Por Diogo Costa
Para escrever esse texto é necessário tempo. E ele tem que ser escrito também até a terça-feira, quando a rodada é no final de semana e apenas na sexta-feira quando a rodada é dia de semana, por razões óbvias. Por isso algumas rodadas ficaram sem esse texto. As últimas foram as rodadas 26, 27 e 28. Pedidmos desculpa a todos os bloguonautas. E partir de agora faremos em todas as rodadas até o fim do Brasileirão.
Rebaixados: A briga contra o rebaixamento está acirrada. Das quatro vagas, restam duas em aberto, mas as coisas podem mudar. Até algumas rodadas atrás, todos apontavam América-RN, Juventude e Náutico como rebaixados, restando assim apenas uma vaga. Mas o Náutico reagiu. E quem pode reagir agora é o Juventude. A equipe gaúcha está a quatro pontos de sair da zona de degola. Ou seja: pode acirrar ainda mais a briga.
As outras duas equipes que completam o grupo de descenso são Corinthians (18º) e Paraná (17º), ambos têm 34 pontos. Mesma pontuação do Atlético-MG.
Melhor ataque e defesa: Cruzeiro e São Paulo seguem como melhor ataque e defesa da competição. O ataque cruzeirense já marcou 64 gols no Brasileirão, média de 2,21 por partida. A melhor defesa é a do São Paulo. Em 29 partidas, apenas dez gols sofridos. Média de 0,34 gols por partida.
Pior ataque e defesa: O pior ataque e a pior defesa são exclusividade do último colocado: América-RN. O time potiguar tem 23 gols marcados e 61 tomados. Para se ter uma idéia, se os 23 gols marcados fossem o número de gols sofridos, o América teria a segunda melhor defesa. E se os 61 gols tomados fossem o número de gols feitos, o time teria o segundo melhor ataque.
Sul-Americana: Palmeiras, Fluminense, Sport, Botafogo, Vasco, Flamengo e Atlético-PR estão na zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Vasco e Flamengo têm um jogo a menos. Palmeiras, Vasco e Botafogo tentam entrar para o G-4. Os cariocas terão que suar muito. O Atlético conseguiu se livrar da zona de rebaixamento, mas a ameaça ainda não passou totalmente.
Libertadores: São Paulo, Cruzeiro, Santos e Grêmio integram o G-4. Com as vaciladas das últimas rodadas o Cruzeiro ficou apenas três pontos à frente do Santos (51 a 48). O Grêmio segue no grupo que vai à Libertadores e amanhçã faz um jogo de seis pontos no Parque Antártica, contra o Palmeiras.
Zona do quase: Figueirense, Goiás, Internacional, Naútico e Atlético-MG estão na "zona do quase". O Figueirense se afastou da luta contra o rebixamento, mas ainda corre riscos. O Náutico teve uma excelente reação, e a cada rodada se afasta mais da zona de rebaixamento. Hoje, ocupa a 15ª posição, com 36 pontos, dois da zona de rebaixamento. Os times dessa faixa de classificação não podem vacilar. O Atlético tem o mesmo número de pontos de Paraná e Corinthians, só não está na zona de rebaixamento pelo saldo de gols.
Artilheiro: Josiel, do Paraná, segue como artilheiro isolado. 18 gols no campeonato. Beto Acosta, do Náutico, com 15 gols marcados, encostou na disputa pela artilharia. E os times que representam lutam para não cair, apesar da reação do time de Acosta.
Campeão: Depois de 15 partidas o São Paulo perdeu. 1 a 0 para o Flamengo, em um Maracanã abarrotado de gente. O Tricolor não igualou o recorde da equipe que disputou o BR-1973. Mas segue a passos largos rumo ao título. Tem 12 pontos à frente do vice-líder Cruzeiro.
Jogos da rodada:
# 03 de outubro # Palmeiras 2x1 Náutico Sport 4x0 Goiás Vasco 0x1 Juventude Grêmio 2x2 Atlético-MG Fluminense 1x1 Corinthians Atlético-PR 2x0 Botafogo Cruzeiro 0x1 Santos
# 04 de outubro # Flamengo 1x0 São Paulo Figueirense 0x0 Inter América-RN 3x2 Paraná
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 22h45
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Melhor do mundo!!!
Por Diogo Costa
A Federação Internacional dos Jogadores Profissionais (FIFPro) elegeu Kaká como o melhor jogador do mundo da temporada 2006/2007, depois de dois anos de domínio de Ronaldinho Gaúcho.
E alguém tem dúvida de que Kaká também ficará com a Bola de Ouro da revista France Football, que será divulgada em novembro, e com o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa, que será divulgado em dezembro?
2007 foi o ano de Kaká. E em 2008 a briga estará ainda mais acirrada. Além de Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo, Henry, que está no Barcelona, e Messi, que está jogando muito, vão estar nessa disputa.
Seleção escolhida pela FIFPro:
1 - Buffon (Juventus)
2 - Nesta (Milan) 3 - Cannavaro (Real Madrid) 4 - Terry (Chelsea) 6 - Puyol (Barcelona)
5 - Gerrard (Liverpool) 7 - Cristiano Ronaldo (Manchester) 10 - Kaká (Milan) 8 - Messi (Barcelona)
9 - Drogba (Chelsea) 11 - Ronaldinho Gaúcho (Barcelona)
O que falar dese time?
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 11h07
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Entrevista com Ademir da Guia
Por Diogo Costa, Ligia Francilino e Edgard Félix
Edgard Félix

Entrevista realizada há um ano atrás. Ademir da Guia nos recebeu da Câmara Municipal de São Paulo.
Ademir da Guia nasceu em Bangu, em 3 de abril de 1942, foi titular absoluto do Palmeiras por quase 16 anos e considerado pela crítica como um dos melhores jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos, além de ser o maior ídolo do Palmeiras. Atualmente, é vereador da cidade de São Paulo. Na Câmara de São Paulo Ademir da Guia concedeu essa entrevista exclusiva.
Nos seus 16 anos de Palmeiras, Ademir marcou 153 gols, mesmo não sendo atacante, em 901 jogos, recorde absoluto de jogos com a camisa verde. Em todo esse tempo, venceu, entre outros, cinco Campeonatos Paulistas, dois Campeonatos Brasileiros, além de uma Taça Brasil.
Clubes
Bangu (1960 a 1961) Palmeiras (1961 a 1977)
Títulos
Campeonato Paulista (1963, 1966, 1969, 1973 e 1976) Campeonato Brasileiro (1972 e 1973) Torneio Roberto Gomes Pedrosa (campeonato nacional da época) (1967 e 1969) Taça Brasil (campeonato nacional da época) (1967) Torneio Rio-São Paulo (1965) Torneio Laudo Natel (1972) Torneio Mar del Plata (1972) Troféu Ramon de Carranza (1969, 1974 e 1975) Torneio IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro (1965)
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 23h43
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Você jogou em uma época romântica, onde a maioria dos atletas defendia a camisa de um só clube durante toda a carreira. O que existia era realmente amor à camisa ou a falta de contratos milionários? As duas coisas. Eu joguei no Bangu durante seis anos, três como amador e três como profissional aí o Palmeiras comprou o meu passe, em 1961. Na Copa de 1958, alguns jogadores foram para a Itália. Em 1962, o mercado italiano foi fechado. Não é como hoje que o jogador tem mais possibilidades de sair, hoje tem Portugal e muitos outros lugares. O Pelé jogou 16, 17 anos no Santos, eu joguei 16 anos no Palmeiras...
No Centenário do Bangu você foi homenageado, você já recebeu ou espera receber homenagem semelhante no Palmeiras?
No Palmeiras eu recebi tantas homenagens que nem posso falar mal do clube por isso.
Você é um dos poucos ex-jogadores que possui uma estátua no Palmeiras, por que os jogadores do passado não são valorizados?
O Palmeiras tem três estátuas [Ademir da Guia, Waldemar Fiúme e Junqueira]. É que o estatuto do clube diz que quem jogou contra o Palmeiras não pode ter estátua no clube. O Oberdan [Catani, goleiro do clube na década de 40] quando estava para encerrar a carreira foi jogar no Juventus e fez uma partida contra o Palmeiras, por isso não tem estátua. Não é culpa dos dirigentes.
Diferente de outros clubes, por que o Palmeiras nunca teve uma boa categoria de base?
O erro é não ter usado ex-jogadores. No São Paulo, tem vários ex-jogadores trabalhando. O importante também é fazer com que o garoto venha a jogar bem. No caso do Ilsinho [que foi para o São Paulo e hoje está no Shaktar Donetsk], ele tinha um contrato num valor baixo e o treinador trouxe outro jogador, preterindo Ilsinho.
Você acredita que a academia do Palmeiras pode surgir novamente?
Temos garotos bons. Hoje contratar está caro e é importante ter um trabalho de base. O Futebol é mais disputado, as partidas são mais corridas, acho muito difícil ter uma academia hoje em dia.
Falando em Acadêmia, como era o seu relacionamento com o Émerson Leão?
Eu joguei 10 anos com o Leão, nunca fomos amigos. Eu tinha o meu armário, ele tinha o dele, eu ficava em um quarto na concentração, ele em outro. Ele se achava superior por ter um pouco mais de estudo do que os outros jogadores. Eu sempre o respeitei. Quando ele se casou eu não fui ao casamento dele, nem fui convidado. Depois da Copa de 1970, ele não errava, sempre culpava os outros jogadores quando o time tomava um gol. Depois de ser campeão do mundo, ele pensou que seria a estrela do time, mas nunca foi e isso o desagradava.
Você costuma ir a jogos do Palmeiras?
Eu fui a uns 10 jogos do Palmeiras esse ano. No último contra o Internacional eu ia, mas o tempo estava ameaçando chover, acabei não indo. [O Palmeiras perdeu por 4 a 1]. Eu não costumo ir muito, quando vou eu chego lá, falo com o porteiro e entro, costumo ficar em cima das cadeiras numeradas.
Do seu tempo de jogador para cá, muita coisa mudou. Uma delas foi a violência das torcidas...
Antigamente, as torcidas sentavam juntas. Nós jogávamos no Pacaembu e corintianos e palmeirenses sentavam lado a lado. Hoje, eles brigam antes e depois do jogo, não é quando os ânimos estão acirrados, durante o jogo, é antes. Mas a violência não é só no futebol, é na sociedade. Precisamos ter melhores escolas.
Qual a sua relação com a Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras?
Quando a Mancha Verde faz aniversário, eles me convidam, eu vou lá. Mas eles erraram em ter invadido a sede do Palmeiras para ameaçar a diretoria. Uma vez eles já quebraram a sala de troféus.
Você não acha que a imprensa colabora com a violência? No dia seguinte ao que a Mancha Verde tinha feito, havia fotos da invasão em alguns jornais.
Esse é o papel da imprensa, eles precisam vender.
Você ficou decepcionado por ter sido pouco aproveitado pelo Zagallo na Copa de 74?
Não fiquei decepcionado, me empenhei para chegar à seleção. Eu era mais um. Lógico que se eu tivesse oportunidade para jogar seria muito melhor. Mas foi uma opção do Zagallo.
Você já pensou em ser comentarista?
Eu falo pouco, sou quieto. Outro dia me ligaram perguntando o que eu achava do Marcelinho Carioca se tornar comentarista, eu disse que ele será um ótimo comentarista porque ele fala muito bem. Mas ele já parou de jogar? [Parou sim, Ademir. Pelo menos até surgir nova proposta.
O seu filho continua jogando futebol?
Meu filho jogou salão, agora quero levá-lo para campo. Ele joga de atacante. Vou levá-lo a uns dois, três clubes para fazer testes. Se ele ficar em mais de um, vai ter que escolher em qual quer jogar.
Ele está preparado para lidar com as comparações entre ele e você?
Ele joga em posição diferente. Quando eu jogava não tinha comparação entre o meu futebol e do meu pai [Domingos da Guia] porque ele era zagueiro-central, eu jogava no meio, meu filho joga de atacante. Não sendo um pai-coruja [risos], mas ele faz tudo que eu não fazia, ele é rápido, eu nunca fui, chuta forte, eu nuca chutei forte, é goleador, características que eu não tinha, por isso eu acho que não vai ter comparações.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 23h40
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Vencedoras!!!
Por Diogo Costa
 AFP - Brasileiras cabisbaixas com a derrota para a Alemanha na final do Mundial, 2 a 0.
A seleção brasileira feminina de futebol fez um papel brilhante na Copa do Mundo, realizada na China. Nos seis jogos que disputou, venceu cinco. Perdeu apenas na final, hoje de manhã, para a Alemanha, 2 a 0. A seleção alemã é a melhor do mundo, são as atuais bicampeãs mundiais (com o título de hoje) e tetracampeãs européias. O Brasil vinha do título pan-americano. Invicto.
Vencer as alemãs, todos sabiam, não era tarefa das mais fáceis. Mas era possível. Infelizmente não deu. A seleção brasileira tentou, lutou com todas as forças, mesmo em um dia não tão inspirado de Marta. O time comandado por Jorge Barcellos teve o domínio de jogo sobre as alemãs - 61% de posse de bola na primeira etapa e uma bola chutada na trave -, mas no momento em que elas foram melhores, atacaram com precisão e conseguiram fazer os dois gols. Todos no segundo tempo.
Aos sete minutos, a defesa brasileira falhou, Smizek cruzou e Prinz abriu o placar para a Alemanha. 1 a 0. Nada estava perdido, mas depois do gol sofrido o Brasil mostrou nervosismo. Aos 18 minutos, Marta teve em seus pés a melhor chance do Brasil no jogo. A zagueira Bresonik fez pênalti em Cristiane. A melhor jogadora do mundo foi para a cobrança, mas tocou fraco no canto direito baixo da goleira Angerer, que espalmou.
A perda do pênalti deixou a seleção ainda mais nervosa, e não era pra menos. A quatro minutos do final do jogo, Laudehr fez o gol que definiu o título, de cabeça. Às meninas brasileiras, restou o vice-campeonato. E está de excelente tamanho.
Qualquer crítica à essa seleção será de uma maldade sem tamanho. O vice foi a melhor campanha das brasileiras na história da Copa do Mundo. Quase que o país, que sequer tem uma Liga decente de futebol, fica com o título mais importante do futebol feminino. Os únicos torneios de existentes no Brasil, são estaduais. Não existe campeonato nacional. E nem os grandes clubes do futebol masculino mantêm times femininos.
A elas, resta jogar no exterior. Países como Suécia acolhem as brasileiras, caso de Marta. Por jogarem longe de casa, a seleção pouco se reúne para partidas amistosas, ao contrário das adversárias das seminfinais e final, Estados Unidos e Alemanha, que estão acostumadas a amistosos e partidas durante o ano todo.
A Alemanha é a seleção mais forte do mundo e tem a Liga mais importante também - a mais rica é a Liga Norte-Americana. Os times são ricos, as jogadoras recebem excelente tratamento, recebem ótimos salários. São contrastes dessa decisão.
Essas meninas brasileiras são vencedoras!!! Com o talento que elas têm, falta apenas apoio.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h39
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Roberto Dias!!!
Por Diogo Costa
 Dias é o terceiro em pé, da esquerda para a direita.
Homenagem com atraso a Roberto Dias, 64 anos, que faleceu na última quarta-feira, de insuficiência respiratória.
Dias jogou no São Paulo na época em que o time construia o estádio do Morumbi. Tempos de vacas-magras. Títulos não viam (mesmo assim ganhou o Paulistão em 1970 e 1971). E diziam que para o São Paulo ser campeão "faltavam dez Dias". Não no tempo. Mas dez Dias em campo. Dez Dias com a raça desse zagueiro, que virou meio-campista. Um Dias que valia por dez.
Fará falta ao mundo do futebol (dava aulas em uma escolinha do SPFC), fará falta ao mundo.
Roberto Dias era um dos poucos zagueiros respeitados por Pelé. Não só pelo seu caráter e o seu jogo limpo, como também pela sua habilidade. Pelé o considerava o seu melhor marcador.
Que descanse em paz!
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 23h34
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