Um Maracanã de festa
Por Diogo Costa
O jogo Brasil 5x0 Equador, no Maracanã, pode ser definido por apenas uma palavra: festa. Não há outra definição melhor para a partida válida pela segunda rodadas das eliminatórias. Teve vaias, xingamentos, aplausos. Tudo. Sobrou para todo mundo. Lembraram de Obina, "homenageram" Galvão Bueno. Só esqueceram do presidente Lula. Era o que faltava. Tudo normal.
Nas arquibancadas do estádio Mário Filho, famílias inteiras: pais, mães, filhos, avós, netos, tios. Um público pouco acostumado a um estádio de futebol, muitos, pouco acostumados ao futebol. Galvão berrava no microfone da Globo: "é essa o público que queremos ver em um estádio de futebol". Concordo. Até a metade. E ele também. Vocês verão o porquê nas linhas abaixo. Antes vou falar do que aconteceu antes de a bola rolar. Além do lindo espetáculo da torcida cantando o hino nacional. O repórter da Globo Mauro Naves fala ao microfone: "Júlio César chora copiosamente, Galvão. Ele olha o estádio lotado e chora copiosamente". Eis que a câmera flagra um Júlio César que não chorava. Mauro Naves foi traido pelas câmeras, ou por suas palavras, a essa altura o goleiro já havia chorado. E quem não choraria?
Voltando aos torcedores. Os presentes fizeram a festa. Mas vaiaram cedo demais. Esse é o grande problema de torcedores pouco habituados ao mundo do futebol. Vaiar um time nunca é bom, com 15 minutos de jogo, menos ainda. Tem que apoiar. Ou ficar quieto, na pior das hipóteses. Tudo bem que eles foram ver a seleção brasileira, dos melhores jogadores do mundo, contra um adversário teoricamente fraco e jogando em casa. Nesse caso, da torcida vaiar cedo demais, o "jogar em casa" não acaba sendo uma vantagem. Torcida que só joga se o time jogar. Nunca joga pelo time.
Sorte que quando as vaias ficavam fortes, Robinho encontrou Maicon, que passou por um defensor equatoriano e cruzou para Vágner Love marcar. 1 a 0 Brasil. Festa dos quase 100 mil espectadores presentes ao Maracanã (contando púlbico pagante, não pagante e convidados). E no primeiro tempo foi só.
Hora do intervalo, as câmeras da Globo flagrando todos os famosos que estavam no estádio. Galvão ia falando os nomes: "Luciano Huck, Danielle Winits, Débora Bloch...". Até que a câmera mostra Fani Pacheco, ex-BBB, e o Galvão sem saber ao certo de quem se tratava solta: "Aí a Dani Bananinha". Ele não tem culpa.
E ainda no intervalo, Fernanda Montenegro relembrou um fato histórico. Em 1959, jogaria Brasil x Inglaterra no mesmo estádio. No lugar de Garrincha estava escalado Julinho Botelho. Os 100 mil torcedores presentes ao estádio não perdoaram, quando o locutor anunciou o nome de Botelho, o está inteiro vaiou. E o jogador tropeçou na subida ao grama. Em campo, calou a bola dos que o vaiaram, marcou um gol, aos cinco minutos, e deu passe para o outro, marcado por Henrique. Saiu apaludido. Os jornais ingleses disseram: "o Brasil agora tem dois Garrinchas". Fernanda Montenegro estava nesse jogo.
Voltando ao jogo atual. No segundo tempo a seleção brasileira se transformou, mas demorou um pouquinho. Vágner Love perdeu um gol e ouviu a torcida (flamenguista) pedir "Obina, Obina, Obina" em seu lugar. Tudo brincadeira. Aos 27 minutos, Kaká, o que mais chutou, arriscou de longe, fraco, mas no meio do caminho tinha Ronaldinho. O meia do Barcelona deu um toque sutil na bola, que foi para o outro canto, enganando o goleiro Viteri. 2 a 0 Brasil. Viteri ainda seria enganado outra vez.
Depois do segundo gol a festa tomou conta da torcida. Quatro minutos depois do segundo, o terceiro. Kaká chutou no ângulo, sem chance para o goleiro equatoriano. Aos 37, a jogada mais bonita, que terminou em gol. Robinho recebeu no lado esquerdo do ataque, na linha lateral da grande área. De La Cruz foi em sua marcação. Coitado. Robinho pedalou, ameaçou cruzar de letra e fez a jogada que chamou de "você vai pra lá que eu vou pra cá". De La Cruz foi para um lado, Robinho puxou a bola com perna direita e tocou na frente com a esquerda, De La Cruz ficou. No cruzamento, desvio na zaga e a bola sobrou para Elano, de pé-esquerdo marcar. 4 a 0. Era só festa.
Antes do último gol, vamos falar sobre a torcida e Galvão Bueno. Os torcedores da geral, embaixo das cabines começaram a homenagear o narrador com um sonoro "Tomar no c..., Galvão". Bem nesse hora, um silêncio na transmissão, deu para ouvir perfeitamente a parte "tomar no c..." eis que nessa hora Galvão interrompe, a câmera mostra os torcedores da geral virados em direção a cabine, e diz: "virou festa". Não sei ele estava falando da festa da torcida, mas creio que o que ele quis dizer que virou festa é o fato de ser homenageado em todo estádio que vai. No Morumbi será a mesma coisa. Se ele leva na esportiva, quem sou eu para dizer o contrário.
Voltando ao jogo. Aos 41 minutos, Kaká chutou novamente, chute fraco, nem olhou para o lance e deixou de ver o seu gol. Pois é, mesmo com o chute fraco Viteri aceitou. Que frango. 5 a 0 Brasil! E Kaká saiu ovacionado: "ô, melhor do mundo". Que bonita a festa no Maracanã.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 22h29
[]
[envie esta mensagem]
|
Brasil
Por Diogo Costa
Vamos falar do jogo com um pouco de atraso, mais do que os 45 minutos para começar o jogo.
O Brasil começou nas Eliminatórias para a Copa 2010 da mesma forma que começou a disputa por vaga na Copa de 2002, com empate contra a Colômbia. Resultado até normal. O que não pode ser normal é o futebol apresentado pelo Brasil. E olhe que eu nem vou ser tão crítico quanto todas as opiniões que eu tenho lido, visto e ouvido sobre a partida. Não achei o Brasil brilhante, mas até que não achei de todo mal o resultado. Muito pela viagem, pela altitude, pelo campo pesado...
Se pegarmos pela estréia, para a Copa de 2002, em 2000, empatamos com a Colômbia e passamos um baita sufoco nas Eliminatórias, mas ao final, tudo deu certo. O Penta veio. Em 2006 perdemos a Copa. A seleção de Dunga tem que combinar duas coisas: fazer uma boa eliminatória e uma Copa melhor ainda. Copa boa para o Brasil é ficar com o título ao final da competição. Ainda é cedo para falar em Copa do Mundo, eu sei.
Falta a nossa seleção algumas mudanças, alguns testes. Sair da mesmice. O 4-2-3-1 de Dunga é interessante, mas dá pra fazer melhor. Poderíamos testar um 4-1-4-1, 4-2-2-2, jogar com três zagueiros... Dunga tem que mudar.
Ronaldinho, Kaká e Robinho precisam aparecer mais, pegar mais a bola, ir para cima. Amanhã é dia de fazer isso. O Maracanã vai estar lotado. A seleção tem que dar show. Alguns dirão "vencer é o suficiente", Dunga diria isso. Concordo. Mas com os talentos que temos, com a torcida jogando a favor como vai jogar, dá para dar show. Vencer bonito. Vencer e convencer. Vamos torcer e esperar.
Os jogos em casa nas Eliminatórias vai fazer o torcedor ficar mais perto de sua seleção. Tão distante de todos nós. E que os jogos sejam melhores, os resultados, também.
E para não esquecer: Júlio César vai ser o goleiro do Brasil na Copa. Ainda discordo do reserva, mas tudo bem. O ex-flamenguista mostrou sua qualidade no jogo contra a Colômbia. Ainda ficaria com Rogério Ceni como titular, mas com o Júlio o gol estará tão seguro quanto. Boa escolha de Dunga.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 22h55
[]
[envie esta mensagem]
|
Novo presidente velhos pesadelos
Por Diogo Costa
O dia 09 de outubro de 2007, terça-feira passada, é histórica para o Sport Clube Corinthians Paulista. 14 anos depois o clube voltou a eleger um presidente. Nos últimos 14 anos reinou absoluto Alberto Dualib. Agora é a vez de Andrés Sanchez, que não ficará os mesmos 14 anos, mas que pensa em ficar por algum tempo.
Sanchez venceu a eleição sobre Paulo Garcia com 17 votos de vantagem (175 a 158). Vantagem grande ou pequena não importa, Sanchez venceu. E para aquelas que diziam que ele era odiado no Corinthians, não foi isso que se viu. 175 pessoas gostam dele. Não existe no mundo 175 pessoas que gostam de mim.
Na minha opinião, Andrés não era o presidente ideal. Todos sabem que ele teve apoio de Alberto Dualib e Nesi Curi, isso mostra que Dualib ainda "vive" no Corinthians.
Resta aos corintianos, rezar. E torcer para que Andrés Sanchez faça justamente o que dele não se espera, ou seja, coisas boas ao Corinthians.
AVISO AOS NAVEGANTES: nos últimos dez dias nada de texto no blog, muito por causa da falta de internet nos últimos seis dias. Voltamos ao normal.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 22h56
[]
[envie esta mensagem]
|