O clássico São Paulo x Corinthians, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, teve como personagem principal o árbitro Sálvio Spínola Fagundes. Sálvio deixou de marcar um pênalti em Dagoberto (que a meu ver existiu) e anulou um gol de Adriano (gol legítmo). O São Paulo poderia ter saído vitorioso do clássico.
A diretoria tricolor decidiu então pedir à Federação Paulista de Futebol que Sálvio Spínola não apite mais jogos da equipe. E aí começa a questão. Essa não é a primeira vez que a diretoria são-paulina age dessa forma. Carlos Eugênio Simom já foi "proibido" de apitar jogos do Tricolor. Seria isso certo?
Cada vez mais os árbitros estão errando - também porque nada escapa aos olhos das lentes das milhares câmeras de tevê espalhadas por todo o estádio. Todos os times são prejudicados (alguns mais outros menos) e ajudados (alguns mais outros menos). O próprio São Paulo foi favorecido em alguns jogos, como contra o Paraná no Campeonato Brasileiro do ano passado.
Se cada time que for prejudicado pedir que o árbitro que o prejudicou não apite mais os seus jogos, faltarão árbitros para apitar partidas. Enfim, é melhor as federações tomarem providências - primeiro preparando melhor os homens do apito. O São Paulo está no seu direito, já que se achou prejudicado (e de fato foi!), mas se todas as outras equipes fizerem o mesmo? Está sendo aberto um precedente muito perigoso.