Quartas-de-final da Libertadores
Por Diogo Marcondes
Atlas 0x3 Boca Juniors - Jalisco Mais uma vez o Boca foi melhor jogando fora de casa. Depois do empate em 2 a 2 jogando na Argentina, o Boca atropelou o Atlas, 3 a 0. Palermo, o melhor grosso do mundo, foi autor dos três gols. O último deles, um golaço por cobertura.
LDU 1 (5)x(3) 1 San Lorenzo - Casa Blanca
A LDU saiu na frente com gol de Manso, que contou com a ajuda do goleiro Orión e també, ao meu ver, com a altitude. Bergessio empatou para o San Lorenzo. Nos pênaltis, Cevallos defendeu cobrança de Aureliano Torres e garantiu a classificação da equipe equatoriana.
Santos 1x0 América-MEX - Vila Belmiro O Santos foi com tudo para cima do América, pelo menos na escalação. Três atacantes foram escalados para o duelo, mas o time alvinegro não conseguiu sequer levar a decisão para os pênaltis. O único gol do jogo foi marcado por Kléber Pereira, aos 17 do segundo tempo. O sistema ofensivo santista não obteve sucesso diante de um América defensivíssimo.
Fluminense 3x1 São Paulo - Maracanã O melhor jogo do ano até aqui. Essa é a melhor definição do clássico tricolor válida pelas quartas-de-final da Taça Libertadores. Clássico em que o feitiço virou contra o feitiçeiro, a jogada aérea, o forte do time paulista, se tornou o ponto fraco.
De um lado estava um time com tradição no torneio, o São Paulo. Do outro um time com um poder ofensivo invejável, o Fluminense. Como eu costumo dizer, duelo de times do mesmo país faz com que a tradição no torneio não entre em campo. Seria melhor ao São Paulo ter enfrentado, por exemplo, o América do México. Perder de 3 a 1 para o Fluminense no Maracanã não é um resultado de outro mundo.
Voltando a falar do jogo. O São Paulo começou com uma linha de quatro na defesa, já que Dodô não entrou como titular e o Flu teria apenas Washington como atacante. Jancarlos foi uma verdadeira avenida, ocupada pelo veloz Júnior César. Dali nasceu o primeiro gol do Fluminense, aos 13 minutos do primeiro tempo. Muricy Ramalho mudou ainda no primeiro a forma do time paulista jogar, e voltou ao 3-4-1-2, recuando Zé Luis para a função de zagueiro pela direita. O Tricolor paulista melhorou no jogo e equilibrou a partida ainda no primeiro tempo.
Para a segunda etapa, Muricy colocou Joílson, mais marcador, no lugar de Jancarlos. Renato Gaúcho, que não estava satisfeito com o placar, que levava a decisão para os pênaltis, tirou o volante Arouca e colocou o atacante Dodô, aos nove minutos. Dois minutos depois, Aloísio entrou no lugar de Dagoberto e mudou a forma de o São Paulo jogar. O Tricolor carioca passou a ser pressionado e pouco chegava na frente.
Aos 26 minutos, após ótima jogada de Aloísio, o São Paulo empatou com Adriano, de cabeça. Mas dois minutos depois Dodô empatou. O atacante contou com a desatenção da defesa são-paulina e de Rogério Ceni, que não pegou uma bola defensável. Mas o time comando por Rentao Gaúcho precisava de mais um gol para se classificar. Renato colocou então Maurício no lugar de Ygor, aos 36 minutos. Eram então três atacantes, mais Cícero, Conca e Thiago Neves, que atuou também como volante.
Há poucos minutos do fim Joílson foi expulso. O gol da classificação do Fluminense foi marcado por Washington, aos 46 do segundo tempo, em cobrança de escanteio de Thiago Neves. O Camisa 9, que estava havia oito jogos sem marcar, subiu mais alto que Alex Silva e Miranda. O Flu, que começou o jogo no 4-3-2-1, terminou a partida em um 4-3-3 sem nenhum volante de origem.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h44
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