Balanço da Euro-2008
Por Diogo Marcondes
DIAS DE COMPETIÇÃO - 23
JOGOS - 31
JOGOS EMPATADOS - 5 contando o resultado final da prorrogação
GOLS - 77
PLACAR MAIS FREQUENTE - 2 a 0, sete vezes
MÉDIA DE GOLS - 2,5 por partida
MELHOR ATAQUE - Espanha, 12 gols
PIOR ATAQUE - Ásutria, Polônia, Romênia, França e Grécia, 1 gol cada
MELHOR DEFESA - Croácia, 2 gols
PIOR DEFESA - Turquia, 9 gols
ARTLHEIRO - David Villa, Espanha, 4 gols
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS - Esp 4x1 Rus, Hol 4x1 Fra, Tur 3x2 Rpt, Ale 3x2 Por e Ale 3x2 Tur
JOGO COM MENOR NÚMERO DE GOLS - França 0x0 Romênia
MELHOR PARTIDA - Holanda 4x1 França
PIOR PARTIDA - França 0x0 Romênia
MELHOR SELEÇÃO - Espanha e Holanda
MELHOR TREINADOR - Marco van Basten e Luis Aragonés
SELEÇÃO QUE SURPREENDEU - Rússia
SELEÇÃO QUE DECEPCIONOU - França
SELEÇÃO PEREBA - Grécia
SELEÇÃO DA EURO: Cassilas [Espanha] Sérgio Ramos [Espanha], Metzelder [Alemanha], Pepe [Portugal], Van Bronckhorst [Holanda]; Marcos Senna [Espanha], Deco [Portugal]; Sneijder [Holanda], Van Deer Vart [Holanda], Robben [Holanda]; David Villa [Espanha]
Técnico: Marco Van Basten [Holanda]
Craques do torneio: Casillas e David Villa [Espanha]
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h49
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Campeão nas alturas!!!
Por Diogo Marcondes
Já se passava da 1h da manhã quando o capitão da LDU, Patricio Urrutia, ergueu a Taça Libertadores da América. Os papéis picados tradicionalmente lançados nesse momento eram das cores do Fluminense: verde, vermelho e branco. Pelo jeito, não era só Renato Gaúcho que estava confiando no título tricolor.
Voltando três horas no tempo, o jogo começou com certo atraso, depois de uma confusão envolvendo o árbitro Héctor Baldassi, que queria os fotógrafos atrás do gol e não na lateral do campo. Contornado o problema, a bola rolou às 22 horas.
O jogo começou intenso. Aos cinco minutos de jogo, Guerrón cruzou para Bolaños, livre, abrir o placar. O lance foi típico de jogadores que marcam a bola e esquecem o adversário. Três jogadores do Fluminense não estavam marcando ninguém no momento do gol. Logo em seguida, Washington perdeu um gol que não se pode perder.
Aos 11, a LDU teve chance de amplicar o placar. No prosseguimento do jogo, Thiago Neves chutou de longe, no canto esquerdo de Cevallos, e empatou. Aos 27, Thiago Neves virou o jogo, 2 a 1. O primeiro tempo terminou 2 a 1 e o Flu teve um pênalti a seu favor, em Washington, não marcado. Além de um impedimento mal marcado num lance em que Cícero sofreria outro pênalti - mas o time das Laranjeiras tem moral para reclamar de pênaltis?
No segundo tempo, Thiago Neves marcou o seu terceiro gol no jogo, o terceiro do Fluminense, de falta. Dodô estava em campo, jogando pra ele e não para o time. O Fluminense, mais ofensivo, partiu para cima. Os tricolores acreditavam que dava para fazer mais um e não depender de prorrogação. Não deu. Como também não deu para fazer gol na prorrogação.
Aliás, no segundo tempo da prorrogação, Bieler marcou um gol legal, mal anulado pelo assistente Hernán Maidana. Seria o gol do título. Às 00:39, a partida foi encerrada. 5 a 5 no placar agregado e decisão nos pênaltis.
A LDU chutou primeiro, Urrutia fez. Conca chutou mal, Cevallos defendeu. 1 a 0. Campos cobrou mal e Fernando Henrique espalmou. Thiago Neves, herói do jogo, errou. 1 a 0. Sallas converteu. Cícero, enfim, marcou para o Flu. 2 a 1. Guerrón ampliou. Washington não podia errar, errou. 3 a 1.
Já se passava da 1h da manhã do dia 3 de julho, pela primeira vez na história uma equipe equatoriana conquistava o título mais importante do continente na competição. Pela primeira vez também o Maracanã foi o palco.
A américa é da LDU!
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h23
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É hoje o dia da alegria...
Por Diogo Marcondes
"É hoje o dia da alegria e a tristeza nem pode pensar em chegar", o trecho do samba-enredo da União da Ilha de 1982 serve muito para os jogadores e torcedores do Fluminense. Hoje é o dia mais importante na vida de todos eles. A tristeza não pode nem pensar em chegar perto do Maracanã, que pela primeira vez será palco do jogo do título da Taça Libertadores.
A situação tricolor não é das mais fáceis. Em Quito, no Equador, a LDU venceu por 4 a 2. Para ser campeão sem prorrogação e pênalti, o Flu tem que vencer com diferença de três gols. A julgar pelas entrevistas de Renato Gaúcho, a equipe deve sair de campo com o título. Em todas as entrevistas o treinador afirma ter certeza de uma coisa: que o Fluminense será campeão.
Ao contrário dos outros jogos, Dodô pode entrar como titular. Pra quem precisar vencer e enfrenta um adversário que não é um primor defensivamente, a decisão, se de fato acontecer, é acertada. Eu escalaria o Fluminense no 4-2-2-2 essa noite, com Dodô e Washington no ataque. No meio, Thiago Neves e Conca.
Os tricolores esperam que o Fluminense não vacile tanto quanto vacilou no primeiro tempo do primeiro jogo da final. E seguindo no samba-enredo da União da Ilha, logo no início é cantado "a minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela fez um desembarque fascinante no maior show da terra. Será que eu serei o dono desta festa? Um rei".
Todos esperam que sim, que a festa seja do Flu. Todos esperam o título inédito. "O mundo inteiro espera. Hoje é dia do riso chorar". Chorar de emoção. Resta saber se a última estrofe do samba terá sentido após o jogo. "Diga espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu?". O espelho tricolor é o Maracanã.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h52
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Um ídolo na presidência!!!
Por Diogo Marcondes
O Vasco tem novo presidente desde sexta-feira passada. O nome dele é Carlos Roberto de Oliveira, o Roberto Dinamite. Maior artilheiro do Vasco da Gama (698 gols) e recordista de jogos com a camisa do time da Colina (1110 partidas), Dinamite assume com boas credenciais.
"Nunca pensei que um dia poderia ser presidente do Vasco. São coisas que acontecem na vida da gente. É uma nova etapa da minha vida, com uma responsabilidade maior e vamos nos unir para fazer algo diferente", palavras do ídolo Roberto Dinamite.
Talvez esse seja o caminho do futebol, o esporte para quem relmente o ama. Clubes e federações devem ter profissionais na administração, mas é sempre bom que tenha alguém que já viveu o futebol dentro de campo. Melhor Robertos do que Euricos.
Chega de dirigentes que querem se aproveitar do clube que comandam. Que Roberto Dinamite tenha muito sucesso em seu novo cargo e que outros times se espelhem no exemplo vascaíno. Um clube de futebol é da sua torcida e ninguém melhor que um grande ídolo para representar a massa.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 17h30
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Enfim, a Fúria!!!
Por Diogo Marcondes
Para muitos, a Espanha seria nessa Eurocopa o que sempre é nas competições em que entra: uma boa seleção, com bons valores, futebol bonito e "amarelona". Sempre faltava à Espanha o "algo mais" nos momentos decisivos, a Fúria nunca era fúria quando mais precisava ser. Mas essa história, se ainda não mudou completamente, está começando.
O Adversário na final era dos mais difíceis, a Alemanha, tricampeão da Euro em 1972, 1980 e 1996. Com maior apoio da torcida, os alemães começaram melhor, jogando no 4-2-3-1. A Espanha, no 4-1-4-1, tocava mais a bola e teve a primeira grande chance do jogo, no lance em que o zagueiro Metzelder tentou cortar cruzamento e jogou contra o patrimônio, Lehmann defendeu.
Aos 33 do primeiro tempo, Fernando Torres abriu e definiu o placar. No segundo tempo, a Espanha se segurou e a Alemanha pouco fez para conseguir o empate. No final, a equipe de Luis Aragonés ainda teve chance de ampliar.
Pela segunda vez na história, a Espanha conquistou o tíulo da Eurocopa - a primeira foi em 1964, quando jogou em casa -, o segundo torneio de seleções mais importante do mundo. Falta agora o mais importante deles, a Copa do mundo. Será possível já em 2010? Ainda é cedo para se pensar nisso.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 21h39
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50 anos!!!
Por Diogo Marcondes
A seleção viajou desacreditada e, enfim, voltou com a taça. Deixamos de ser vira-latas.
A primeira conquista do Brasil em Copas do Mundo foi em 1958, na Suécia. A seleção saiu desacreditada pelos torcedores brasileiros, mais pelos resultados das Copas anteriores do que pelo futebol que tinha a apresentar. À época dizia-se que o Brasil tinha jogadores bons e sérios, mas nenhum com as duas qualidades.
O grupo do Brasil na Copa do Mundo era composto por Áustria, Inglaterra e União Soviética. A seleção venceu a Áustria, 3 a 0, na estréia, e a União Soviética, 2 a 0 (Pelé estreou nesse jogo, o último da primeira fase), a partida contra a Inglaterra foi o primeiro da história dos Mundiais a terminar sem gols. Na fase seguinte, quartas-de-final, o Brasil passou por País de Gales, 1 a 0. Na semifinal, a França, de Just Fontaine, foi goleada, 5 a 2, com três gols de Pelé. Cinco anos mais tarde Pelé marcaria novamente três gols contra os franceses e ganharia o apelido de Rei.
A final
Brasil e Suécia, a dona da casa, se enfrentaram no dia 29 de junho, no estádio Solna-Rasunda, em Estolcomo. A Suécia abriu o placar, aos 4 min, para a alegria de George Raynor, treinador da seleção sueca, que torcia por um gol logo no início. Mas de nada adiantou a torcida, cinco minutos depois Vavá empatou, o mesmo Vavá virou aos 32 min. No segundo tempo, Pelé chapelou o zagueiro (gol mais que repetido pelas emissoras de TV) e marcou o terceiro. Zagallo marcou o quarto gol, os suecos descontaram com Simonsson, e Pelé fechou o placar. 5 a 2, Brasil. “Deixamos de ser vira-latas”, disse Nelson Rodrigues.
Os campeões
Nilton Santos, Garrincha e Didi (Botafogo); Joel, Dida e Zagallo (Flamengo); Zito, Pelé e Pepe (Santos); De Sordi, Dino Sani e Mauro (São Paulo); Bellini, Vavá e Orlando (Vasco); Gilmar e Oreco (Corinthians); Castilho (Fluminense); Djalma Santos (Portuguesa); Zózimo (Bangu); Mazzola (Palmeiras);
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 03h33
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