Brasil 0x0 Bolívia
Por Diogo Marcondes
Quinta-feira, todo Brasil, o que mais se falava era sobre o empate vergonhoso diante da Bolívia, no Engenhão. Nas ruas, escritórios, fábricas, ônibus, trens, bares, só se falavam no péssimo jogo da noite anterior.
"O Brasil jogou um futebol anão", berraram de um lado. "assim não dá", gritavam de outro. "Fora, Dunga", o mais ouvido. "Tem que respeitar a melhor seleção do mundo... Dunga e Ricardo Texeira". Eis o ponto.
Dunga não é [talvez seja um dia] treinador para a seleção brasileira. O culpado de tudo isso é Ricardo Texeira. Dunga pode ser esforçado, trabalhador, pode ter todas as qualidades de um ótimo ser-humano. Mas faltam as de técnico.
"Adeus, Dungaaaa" e "burrooo" foram ouvidos no vazio Engenhão. Vazio. Não me lembro de outra vez em que o estádio não estivesse cheio em um jogo do Brasil. E quem está fazendo isso? Ricardo Teixeira. Que brasileiro, ainda mais os que moram de Minas Gerais pra baixo, só vai na boa, não é novidade. Mas a seleção colabora para a não ida do torcedor.
É preciso mudar. Dunga não pode ser técnico da seleção. Ricardo Teixeira, o ausente, não poderia ser presidente da CBF, mas isso já é uma outra história.
O vazio do Engenhão representa o vazio que a cada dia que passa essa seleção deixa no coração dos brasileiros. Ah, que bom seria, se jogassem todos os jogos como contra o Chile, nem digo pelo placar, mas pela vontade.
Por isso eu repito, o que todo torcedor quer é que essa seleção seja apenas brasileira.
Talvez todo esse texto não sirva pra nada. Como eu tinha dito depois do jogo contra o Chile "Futebol é isso. É céu e inferno em segundos". Seleção brasileira é isso.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 02h57
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Precendente perigoso
Por Diogo Marcondes
O volante Jean, do São Paulo, recebeu um cartão amarelo [que seria seu terceiro] injustamente no jogo contra o Atlético-MG, no Mineirão. O cartão teria que ser dado para outro volante, Zé Luis.
O São Paulo entrou com recurso pedindo a correção do cartão. E conseguiu. O cartão de Jean foi cancelado e "passado" a Zé Luis. O volante vai poder jogar no domingo contra o Flamengo, no Morumbi.
A questão é: isso abre um precedente perigoso. Agora todo time que se sentir prejudicado por um erro da arbitragem durante o jogo, vai entrar com ação.
Se, por exemplo, o jogador do Time A não encosta no jogador do Time B, que se joga cavando uma falta, o árbitro não vê e expulsa o jogador do Time A. O Time A pode entrar com ação?
E se o jogador A, que já tem cartão amarelo, faz a falta, mas o árbitro se confunde e dá cartão pro jogador B? E na sequência o Jogador A faz um gol. Vai ser aplicado a mesma regra? Essa é a questão.
Por mais que o erro tenha sido absurdo, por mais que o árbitro tenha assumido que errou e por mais que isso pudesse prejudicar um time, não acho uma grande idéia voltar atrás dessa forma, mesmo que seja em nome da justiça.
No jogo Chile x Brasil, pelas eliminatórias, o árbitro confundiu o lateral Luisão com o zagueiro Kléber. O cartão seria para o segundo e ele deu para o primeiro. Os jogadores reclamaram, ele conversou com o quarto árbitro e voltou atrás em seguida. Menos mal.
O ideal é que os árbitros prestem mais atenção no que estão fazendo.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 02h07
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Seleção brasileira!!!
Por Diogo Marcondes
Futebol é isso. É ceu e inferno em segundos.
Antes do jogo tudo estava ruim, o futebol brasileiro não tinha mais jeito, nada prestava, ficaríamos fora da Copa, mesmo faltando 13 rodadas...
Se perdesse, e muitos diziam que isso seria o mais normal, a seleção cairia para o sexto lugar. Com a bela vitória, assumiu a vice-liderança.
Tudo mudou. Dunga, que estava com o pescoço em jogo, teve um alívio, mas só até quarta-feira, quando o Brasil enfrenta a Bolívia no Engenhão.
O melhor em campo foi Luis Fabiano, autor de dois dos três gols brasileiros, além de uma bela assistência para o gol de Robinho. Mas todo time está de parabéns. Os 11 lutaram desde o início, mostraram vontade.
E o Chile com 212 atacantes colaborou com o Brasil. Mas Dunga também ajudou quando montou um time mais pra frente, sem os três volantes.
Não vou entrar na onda dos que acham que tudo está perfeito, como não dá pra entrar na onda dos que sempre acham que tudo está perdido.
Ainda dá pra acreditar nesse time e nos jogadores que vestem a camisa amarela. O que todo torcedor quer é que essa seleção seja sempre tão brasileira quanto foi ontem.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 02h02
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O Dia do Fico!!!
Por Diogo Marcondes
Logo mais, às 22h , a seleção brasileira entra em campo contra o Chile, em jogo válido pela sétima rodada das Eliminatórias.
Hoje, 7 de stembro, é feriado nacional, dia da independência do Brasil. Há 186 anos Dom Pedro I gritou, às margens do riacho Ipiranga, "indepedência ou morte".
Mas é outro momento histórico que se parece mais com o jogo da seleção brasileira. Em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro foi contra as ordens das Cortes Portuguesas e permaneceu no Brasil.
"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".
Hoje é o "Dia do Fico" para Dunga. Uma derrota pode significar a queda do treinador. Uma vitória garante sobrevida, não se sabe até quando.
O retrospecto contra o Chile em Santiago é bom [10 vitórias, 6 empates e 3 derrotas]. Porém, nas eliminatórias para a Copa de 2002, o Chile venceu por 3 a 0 e nas eliminatórias para 2006, empate em 1 a 1.
Talvez a histórica frase de Dom Pedro se aplique a Dunga ao contrário. "se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Digam ao povo que vou".
Dunga ainda não está pronto!
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 21h05
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Usain Bolt
Por Diogo Marcondes
 Bolt, de amarelo. Homem-raio, mas também homem-graça
Os Jogos Olímpicos de Pequim foram especiais para muitos atleltas. Um deles é o jamaicano Usain Bolt, 22 anos, que voltou para o seu país com três medalhas de ouro no atletismo. O bom-humor e velocidade do homem-raio fizeram sucesso nos jogos.
Bolt venceu os 100m, os 200m e, ao lado de Asafa Powell, Michael Frater e Nesta Cartero, faturou também o revezamento 4x100. Nas três provas o recorde mundial foi batido.
Nos 4x100, o recorde pertencia aos Estados Unidos havia 15 anos, 37,40s. O quarteto jamaicano atingiu 37,10s. Os 200m -sua especialidade -, Bolt correu em 19,32s, superando o recorde anterior, do norte-americano Michael Johnson, em dois centésimos.
Usain Bolt, nos 100m, provou que o apelido de "Lightning Bolt" (Bolt, o raio) não é em vão. O atleta jamaicano, que em maio havia batido recorde mundial correndo os 100m em 9,72s, baixou ainda mais sua marca. Correu os 100m em 9,69s. Se não tivesse feito graça nos últimos metros da prova, poderia ter baixado ainda mais.
Por falar em graça, Bolt fez graça antes mesmo de a prova começar. Toda vez que era filmado, o atleta fazia caras e bocas pras câmeras, chamando a atenção de todos os presentes ao estádio.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 17h54
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