Time e torcida, cadê a boa vontade?
Por Diogo Marcondes
Os jogos do Brasil em casa pelas eliminatórias estão sendo assim: a seleção finge que joga e o torcedor finge que torce. No frigir das bolas, ambos estão devendo boa atuação. E não é de hoje. A torcida vai [não foi ao Engenhão e foi pouco ao Maracanã] aos estádios com duas músicas ensaiadas "tomar no c... Galvão" e "adeus, Dunga". O discurso da seleção é sempre o mesmo também "nós esperávamos um jogo difícil". Se esperavam, porque não se prepararam? Responsa se puder.
O torcedor vai ao jogo do Brasil esperando show, se isso não acontece, com 10 minutos de jogo já começam as vaias. É assim praticamente em todo o Brasil. No sul, no sudeste... Com a diferença de alguns minutos para o início das vaias de acordo com os estados. Por mim os jogos da seleção saíriam um pouco aqui da parte de baixo do país e iriam lá pra cima.
Porque não colocar a seleção pra jogar na Ilha do Retiro? Seria uma espécie de premiação ao campeão do Brasil, o Sport. Porque não jogar em Fortaleza, Belém? Tem que mudar um pouco. Pra ver se muda o espírito do torcedor e do jogador.
Por falta de tempo e, muitas vezes, vontade, os jogadores não mostram tudo o que sabem quando vestem a camisa da seleção e também não recebem apoio nenhum da arquibancada. Da arquibancada só vêm cobrança e vaias. Mais nada.
Qual a música de apoio que o torcedor brasileiro canta? Quando a seleção vai ganhar um jogo por causa da torcida? Nunca. Em Minas, gritaram "olé" pro adversário. Absurdo. Absurdo maior ainda por ser a Argentina o adversário em questão.
O torcedor tem o direito de vaiar? Pela bola apresentada pela seleção em casa, tem todo o direito. Mas que o faça após o jogo. Ou no intervalo. Durante a partida, reza a cartilha do bom torcedor, tem de "apoiar e apoiar". Eu sei que é difícil fazer isso e que muitos vão criticar o meu texto, mas é o que penso.
Tudo isso só me leva a uma conclusão: o torcedor brasileiro não ama sua seleção [descobri a pólvora]. E a seleção não ama o seu torcedor. É uma relação falsa, não é um casamento que sobrevive na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Só há boa relação, quando há festa.
Um não pode contar com o outro.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 03h26
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