Luxemburgo demitido
O 'furo' de Luxemburgo Por Diogo Marcondes O grande objetivo de todo jornalista é ser o primeiro a dar uma notícia importante, o tal "furo de reportagem", mas está cada vez mais difícil de isso acontecer. Com o avanço tecnológico, a notícia pode ser dada por qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento. Até mesmo o personagem principal da história, pode transmiti-la. Caso de Vanderlei Luxemburgo nessa madrgada. O próprio treinador anunciou sua demissão do comando do Palmeiras. Por volta das 0h30 ele postou uma mensagem em sua página no Twitter [site parecido com um blog, mas para envio de mensagens curtas], "Não sou mais técnico do Palmeiras. Fui demitido por descordar das atitudes do Keirrison. Vejam texto em meu blog: uxemburgo.blog.uol.com.br", era a mensagem do treinador. Às 0h44 ele postou um texto em seu blog oficial. "Acabei de sair de uma reunião onde fui demitido do cargo de técnico da Sociedade Esportiva Palmeiras. O motivo alegado pela diretoria foi por eu ter quebrado a hierarquia do clube. Foi quando eu declarei que por falta de profissionalismo e de respeito a mim e ao elenco por parte do atleta Keirrison, que ele, comigo como técnico, não jogaria mais no Palmeiras. Quero registrar meu agradecimento pela oportunidade que tive em dirigir mais uma vez o clube, e em breve, farei aqui, no meu blog, uma análise da minha trajetória no SEP", comentou o ex-treinador do Palmeiras.
No próprio Twitter, cerca de 1 hora atrás, Luxemburgo pediu desculpas pelo erro de português na mensagem em que anunciava sua demissão. "Olá pessoal. Cometi um erro de digitação e escrevi 'descordar' no lugar de 'discordar' na madrugada de ontem. Desculpem o vacilo". É a tecnologia a serviço da informação. Luxemburgo estava em sua quarta passagem pelo Palmeiras. Chegou ao alviverde em 2008 e conquistou o Campeonato Paulista de 2008. Se envolveu em atritos com a principal torcida organizada do clube, a Mancha Verde, o mais sério deles no aeroporto de Congonhas. O treinador teria sido agredido por membros da organizada. No total, Vanderlei Luxemburgo comandou o Palmeiras em 367, venceu 221, empatou 81 e perdeu apenas 65 vezes.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 12h57
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Cruzeiro 3x1 Grêmio
A diferença do gol fora! Por Diogo Marcondes No Mineirão, na quarta-feira, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3 a 1 e deu um importante passo rumo a grande final da Taça Libertadores da América. Os gols da equipe mineira foram marcados por Wellington Paulista, aos 37 do primeiro tempo, Wagner, a 1 minuto, e Fabinho, aos 22 do segundo tempo. O resultado de 3 a 0 daria ao Cruzeiro uma vantagem quase impossível de ser tirada. Mas aos 34 minutos, em um cobrança de falta perfeita, Souza diminiu para o Grêmio. A vantagem cruzeirense é boa, mas seria ainda melhor não fosse o gol marcado fora de casa usado como critério de desempate. Os 3 a 1 faz com o Tricolor gaúcho passe para a final caso vença por 2 a 0. Para muitos, o critério do gol marcado fora de casa ser usado para desempatar uma disputa não é o melhor, alguns consideram injusto. Para outros, é bom. O objetivo desse critério são claros: 1) acabar com a disputa frequente de pênaltis [dois jogos das oitavas de final poderiam ter ido para as penalidades]; 2) fazer com que os times visitantes busquem o gol ao invés de apenas se defender. Um gol marcado fora de casa muda toda a história. O critério 2 parece ser o principal deles. É fato que esse critério faz com o time da casa ataque, mas sem se descuidar da defesa, e que o time visitante se defenda, mas também de olho no ataque.
Para o time mandante, desde que o saldo de gols seja igual, é sempre melhor vencer sem tomar gols. 1 a 0 é melhor que 2 a 1; 2 a 0 é melhor que 3 a 1 e assim por diante. E, em alguns casos, até mesmo resultados com saldo de gols diferentes podem significar a mesma coisa. Vencer por 3 a 1 ou 1 a 0 podem significar a eliminação caso o time perca por 2 a 0 fora de casa.
É um critério complicado, mas quando analisado com calma, se torna interessante. É dever lembrar que o gol, seja como mandante ou visitante, continua sendo o principal. E que gol marcado fora de casa não vale em dobro, como vi outro dia um repórter explicando no Globo Esporte. Enfim... O Cruzeiro, que praticamente garantia vaga na final até os 34 minutos do segundo tempo, terá 90 minutos para segurar o Grêmio ou ir para o ataque e fazer gols fora de casa. Qual a melhor estratégia? Quem vai à final? Veja abaixo o resultado que leva cada um à final. Estão listadas apenas vitórias do Grêmio. Obviamente, qualquer vitória do Cruzeiro ou empate, classifica a equipe mineira. 1 a 0 - Cruzeiro 2 a 0 - Grêmio 2 a 1 - Cruzeiro 3 a 0 - Grêmio 3 a 1 - Pênaltis 3 a 2 - Cruzeiro 4 a 1 - Grêmio 4 a 2 - Cruzeiro 4 a 3 - Cruzeiro 5 a 1 - Grêmio 5 a 2 - Grêmio 5 a 3 - Cruzeiro 5 a 4 - Cruzeiro Qualquer resultado com três gols de diferença, classifica o Grêmio. O Cruzeiro avança para a final mesmo perdendo por dois gols de diferença, desde que faça mais de dois gols.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h47
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Brasil x EUA Por Diogo Marcondes Daniel Alves, de falta, aos 43 minutos do segundo tempo, marcou o único gol do Brasil diante da África do Sul e garantiu a seleção em sua quarta final de Copa das Confederações. O Adversário será os Estados Unidos. O Brasil de hoje foi menos Brasil que nos últimos jogos. A África do Sul de Joel Santana dificultou a partida para a seleção, que teve um meio-campo pouco inspirado. Luis Fabiano também esteve apagado. O único gol da partida foi marcado pelo lateral direito Daniel Alves, que entrou no lugar de André Santos, na esquerda. A cobrança foi perfeita, sem chances para o goleiro sul-africano. Um golaço. O adversário do Brasil na decisão chega com moral, após vencer a Espanha, por 2 a 0, e mandar os atuais campeões da europa de volta para casa.
Os espanhóis confudiram futebol com teatro, entraram em campo com máscara e deixaram a bola de lado. Resultado justo. Na primeira fase a seleção comandada por Dunga venceu os norte-americanos por 3 a 0, mas isso não significa que o jogo será fácil. Que a Espanha sirva de exemplo.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 18h54
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Campeonato Brasileiro - 7ª rodada Por Diogo Marcondes
Show de gols Há tempos não se viam ataques tão afiados no Campeonato Brasileiro. A sétima rodada do principal torneio nacional registrou número recorde de gols desde o Campeonato Brasileiro de 2005. Foram 43 em dez partidas, média de 4,3 por jogo. Só para comparar, a rodada anterior a esta viu a rede ser balançada apenas 21 vezes. A média de gols do Brasileiro até o início da sétima rodada era de 2,65 gols. Agora a média está em 2,9. A 31ª rodada do Brasileiro de 2005 registrou 45 gols, mas em 11 partidas, o que faz com que a média da atual rodada do torneio seja superior a daquela jornada [4,30 x 4,09]. Àquela ocasião, as goleadas do Paraná por 6 a 1 sobre o Fluminense e do Cruzeiro sobre o Figueirense, 4 a 0, além da vitória apertada por 4 a 3 do Goiás diante do Vasco, colaboraram para o número alto de gols. Na atual rodada do BR-09, com excessão da partida em que o Coritiba venceu o Náutico, nos Aflitos, por 1 a 0, todas os demais jogos não tiveram menos do que três gols. Destaques para as partidas em que o Vitória aplicou 4 a 3 sobre o Botafogo, a excelente vitória do Grêmio Barueri por 4 a 2 sobre o Cruzeiro e as vitórias de 3 a 2 do Avaí em cima do Fluminense e do Atlético-MG [líder isolado com 17 pontos e melhor ataque com 17 gols] em cima do Santos. Pedrão, do Grêmio Barueri, marcou dois gols na vitória do seu time em pleno Mineirão. Melhor fez Adriano no Maracanã, que marcou três vezes diante do Internacional, que ao lado do Náutico, foram os únicos ataques a passar em branco na rodada. O ataque do São Paulo balançou a rede do Corinthians uma vez e sofreu três gols. Nenhum atacante marcou gol na partida. Gols no último minuto também esitveram em alta na rodada. Na vitória do Santo André por 2 a 1 sobre o Sport, os atacantes também não marcaram. Marcel, zagueiro da equipe do ABC paulista, marcou o gol da vitória aos 47 do segundo tempo, em impedimento. Grêmio e Palmeiras arrancaram empate de Goias e Atlético-PR, respectivamente, nos minutos finais. Keirrison fez o segundo fol palmeirense, na Arena da Baixada, aos 48 da etapa final. Obina teve um gol legal anulado. Máxi Lopez garantiu o 2 a 2, no Olímpico, aos 47 minutos do segundo tempo. ###Números### Jogos: 10 Gols: 43 Média de gols: 4,3 por jogo Empates: 2 Placar mais frequente: 2 a 2 - Atlético-PR x Palmeiras; Grêmio x Goias / 3 a 2 - Avaí 3x2 Fluminense; Santos 2x3 Atlético-MG Jogo com maior número de gols: 7 - Vitória 4x3 Botafogo Jogo com menor número de gols: 1 - Náutico 0x1 Coritiba Cartões vermelhos: 4 - Durval [Sport]; Maurício [Fluminense]; Léo [Santos]; Fabinho [Cruzeiro] ###Jogos###
Sábado
| 16h10 | Santo André | 2 x 1 | Sport | Bruno José Daniel | Santo André |
| 16h10 | Atlético-PR | 2 x 2 | Palmeiras | Arena da Baixada | Curitiba |
| 16h10 | Vitória | 4 x 3 | Botafogo | Barradão | Salvador |
| 18h30 | Grêmio | 2 x 2 | Goiás | Olímpico | Porto Alegre |
| 18h30 | Náutico | 0 x 1 | Coritiba | Aflitos | Recife |
| 18h30 | Avaí | 3 x 2 | Fluminense | Ressacada | Florianópolis | Domingo
| 18h30 | Corinthians | 3 x 1 | São Paulo | Pacaembu | São Paulo |
| 18h30 | Santos | 2 x 3 | Atlético-MG | Vila Belmiro | Santos |
| 18h30 | Flamengo | 4 x 0 | Internacional | Maracanã | Rio De Janeiro |
| 18h30 | Cruzeiro | 2 x 4 | Grêmio Barueri | Mineirão | Belo Horizonte |
###Troféu Casa Cheia###
A rodada foi repleta de gols, mas os públicos nos estádios não corresponderam. Pouco mais de 16 mil torcedores [16.581] estiveram no Olímpico para acompanhar o empate do Grêmio com o Goiás, 2 a 2. 7.912 pagaram ver Vitória 4x3 Botafogo, o jogo com maior número de gols na rodada. No Maracanã, pouco mais de 15 mil flamenguistas viram a goleada do rubro-negro sobre o Inter, 4 a 0, com três gols de Adriano. No clássico paulista, o segundo melhor público da rodada, 16.428 pagantes foram ao Pacaembu. ###Melhor e pior do Brasileirão### Artilheiro. Pedrão, do Grêmio Barueri, tem seis gols no BR-09 e lidera isolado a lista de artilheiros.
Melhor ataque. Com 17 gols, o Atlético-MG é o dono do melhor ataque da competição. Média de 2,43 gols marcados por partida.
Pior ataque. O Fluminense é a única equipe do campeonato a ter média de menos de um gol por partida. Marcou seis vezes em sete jogos, o que significa 0,86 gols por jogo. Melhor defesa. Internacional, Corinthians e Grêmio sofreram menos que um gol por partida. As equipes sofrem, em média, 0,86 gols [Seis em sete jogos]. Pior defesa. O lanterna do campeonato, Atlético-PR, tem a pior defesa do nacional. Média de 2,14 gols sofridos por jogo.
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 22h42
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Tinha uma pedra no meio do caminho Por Diogo Marcondes A Itália, atual campeã do mundo, entrou em campo contra o Brasil precisando vencer - ou torcendo para um tropeço do Egito diante dos EUA. A seleção norte-americana atropelou o Egito, 3 a 0. Mas a seleção de Dunga, com mais cara de brasileira a cada dia que passa, jogando como se tem que jogar, foi uma pedra no meio do caminho italiano. Conclusão: O Brasil venceu por 3 a 0, despachou a Itália e chega com moral para disputar a semifinal. Os três gols brasileiros saíram ainda no primeiro tempo. Aos 36, Maicon arriscou de fora da área, Luis Fabiano dominou no meio do caminho e tocou no canto direito de Buffon. O segundo gol brasileiro saiu seis minutos depois e também pelos pés de Luis Fabiano. Robinho puxou contra-ataque, tocou para Kaká na esquerda, que devolveu rasteiro, Robinho furou e a bola encontrou Luis Fabiano no meio do caminho. A goleada se completou aos 44 minutos. Robinho avançou pela esquerda, viu Ramires livre pelo meio e cruzou. No meio do caminho, o zagueiro Dossena tentou cortar com um carrinho, mas acabou jogando contra o patrimônio. Bastava. O Brasil volta a campo na quinta-feira, pela semifinal, contra os anfitriões sul-africanos. Tem uma pedra no meio do caminho?
Escrito por Equipe ARQUIBANCADA às 17h00
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