No estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Cruzeiro empatou com o Grêmio, 2 a 2, e como havia vencido a primeira partida, no Mineirão, 3 a 1, garantiu vaga em sua quarta decisão de Taça Libertadores. A equipe mineira enfrentará o Estudiantes, da Argentina, que esteve em seu grupo na fase inicial da competição. Em Buenos Aires, o Estudiantes venceu por 4 a 0. Em Belo Horizonte, o Cruzeiro venceu por 3 a 0. A primeira partida da grande final será dia 8, na Argentina. O jogo de volta acontece dia 15, no Mineirão.
Na partida de ontem, os gols cruzeirenses foram marcados por Wellington Paulista, aos 34 e aos 36 minutos da primeira etapa. O Grêmio descontou aos nove minutos da etapa final, com Rever, e chegou ao empate com Souza, aos 29, em um chute de fora da área.
Desde 1997 que a equipe celeste não chega à decisão do mais importante torneio continental. Naquele ano, o Cruzeiro era comandado por Paulo Autuori e conquistou o título derrotando o Sporting Cristal. O outro título cruzeirense foi conquistado em 1976, diante do River Plate. No ano seguinte, ficou com o vice.
Caso conquiste o tricampeonato, a equipe de Belo Horizonte igualará o São Paulo, clube que eliminou nas quartas de final, que foi campeão em 1992, 1993 e 2005. O Estudiantes busca o tetracampeonato.
Mano Menezes disponibilizou no Youtube o vídeo usado por ele na preleção antes da partida contra o Internacional, no Beira Rio. O empate por 2 a 2 deu ao Corinthians o tricampeonato da Copa do Brasil.
Se fosse necessário apenas uma palavra para definir o título do Corinthians na Copa do Brasil, esta seria 'Incontestável'. De forma incontestável o alvinegro paulista conquistou sua terceira Copa do Brasil [1995 - 2002 - 2009], diante do Internacional, no Beira Rio, e garantiu vaga na Taça Libertadores da América de 2010 - ano de seu centenário. Em seis meses, o Corinthians chega a sua segunda conquista. A primeira foi a do Campeonato Paulista, em maio.
Os torcedores do Internacional presentes ao Beira Rio sabiam que a missão de conquistar a Copa do Brasil não era fácil. Como havia perdido o jogo de volta por 2 a 0, o Inter precisava vencer pelo mesmo placar para levar a decisão por pênaltis ou por três gols de diferença para não precisar das penalidades. Por isso, o Colorado começou pressionando.
Mas bastaram 20 minutos de jogo para que o Corinthians jogasse um balde de água fria nos gaúchos. O baixinho Jorge Henrique, de cabeça, abriu o placar - e comemorou imitando Michael Jackson. Oito minutos depois, André Santos, um dos melhores corintianos na partida, ampliou uma vantagem que já era gigante. E assim terminou o primeiro tempo: 2 a 0 Corinthians.
O Inter precisaria de cinco gols em 45 minutos na segunda etapa para sagrar-se campeão. Missão impossível. A equipe comandada por Tite conseguiu apenas dois, com o atacante Alecsandro, aos 20 e aos 29. Logo depois desse gol, alvinegros e colorados se envolveram em confusão. D'alessandro acabou expulso. Com um a menos, a situação ficou ainda mais complicada.
Nem mesmo o mais pessimista dos corintianos e o mais otimista dos colorados acreditava que o resultado ao final da partida seria outro que não o tricampeonato do Corinthians na Copa do Brasil. E foi isso que aconteceu. Um ano e sete meses após o rebaixamento, na mesma Porto Alegre, o Corinthians conquista o título que deixou escapar no ano passado e se garante na Taça Libertadores de 2010.
O torneio continental é, desde já, o principal objetivo do ano do centenário.
O Campeonato Brasileiro de 2009 chegou a sua oitava rodada e tem três jogadores no topo da lista de artilheiros. Diego Tardelli, do Atlético-MG, Felipe, do Goiás, e Pedrão, do Grêmio Barueri, marcaram seis gols em oito partidas que disputaram cada - média de 0,75 gols por jogo. Restam 30 rodadas até o final do campeonato e a disputa promete ser grande até lá.
Adriano, do Flamengo, Fred, do Flumienense, e Kléber Pereira, do Santos, marcaram quatro gols cada. O Imperador disputou apenas cinco partidas. A média de 0,80 gols por jogo é superior a dos três atacantes que lideram a artilharia. Fred tem o mesmo número de gols - quatro - mas em sete partidas.
Kléber Pereira faz em média um gol a cada dois jogos. Ele disputou oito jogos e marcou quatro vezes. Mesma média de Nilmar, que fez apenas um gol - um golaço diante do Corinthians na primeira rodada do Brasileiro. O atacante colorado estava com a seleção brasileira na África do Sul e jogou apenas duas vezes no BR-09.
Borges e Washington, ambos do São Paulo, disputaram sete partidas. Borges marcou três gols. Washington, dono do recorde de gols em uma única edição de Brasileiro: 34 gols em 2004, balançou as redes adversárias apenas uma vez. O centroavante tricolor passa por má fase.
Ronaldo, o principal atacante do futebol brasileiro na atualidade, jogou apenas duas partidas no BR-09 e dos 11 jogadores citados aqui é o único que ainda não fez gol. Mas ninguém duvida da qualidade do camisa 9 corintiano.
Em quem você aposta para ser artilheiro?
###Números###
Jogos: 10 Gols: 29 Média de gols: 2,9 por jogo Empates: 2 Placar mais frequente: 1 a 0 - Atlético-PR 1x0 Corinthians; Cruzeiro 1x0 Avaí; 4 a 1 - Botafogo 1x4 Goiás; Vitória 4x1 Santo André Jogo com maior número de gols: 6 - Grêmio Barueri 4x2 Atlético-MG Jogo com menor número de gols: 0 - Fluminense x Flamengo Cartões vermelhos: 3 - Werley e Evandro [Atlético-MG]; Jonas [Grêmio]
Domingo Palmeiras 1x1 Santos - Parque Antártica Internacional 3x0 Coritiba - Beira Rio Fluminense 0x0 Flamengo - Maracanã Vitória 4x1 Santo André - Barradão Sport 3x1 Grêmio - Ilha do Retiro
###Troféu Casa Cheia###
O Fla-Flu levou ao Maracanã mais de 40 mil torcedores [41.038] ao estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Mesmo com o ótimo público, os dois times não saíram do zero no placar.
###Melhor e pior do Brasileirão###
Artilheiro. Diego Tardelli, do Atlético-MG, e Felipe, do Goiás, marcaram um gol cada na rodada e se igualaram a Pedrão, do Grêmio Barueri, no topo da lista de artilheiros do BR-09, com seis gols.
Melhor ataque. Com 19 gols, o Atlético-MG é o dono do melhor ataque da competição. Média de 2,38 gols marcados por partida.
Pior ataque. O Fluminense é a única equipe do campeonato a ter média de menos de um gol por partida. Marcou seis vezes em oito jogos, o que significa 0,75 gols por jogo.
Melhor defesa. O Internacional tem a melhor defesa do campeonato. O Colorado sofre em média 0,75 gols por partida [seis em oito jogos].
Pior defesa. O Coritiba tem a pior defesa do nacional. São 16 gols sofridos em oito partidas, média de 2 gols por jogo.
Dunga estava em campo no fiasco brasileiro na Copa Mundo de 1990. E esteve em campo quatro anos depois, no histórico tetracampeonato nos Estados Unidos. Conheceu o inferno e o céu. Viveu talvez um dos piores momentos da seleção na história. E um dos melhores, depois de uma seca de 24 anos sem título mundial.
Dunga, mais do que ninguém, sabe o que significa a seleção brasileira. Sabe a pressão que sofre quem veste a camisa amarela e principalmente quem está à beira do campo. E a pressão é ainda maior quando o trabalho como treinador da seleção é o primeiro da carreira. Ninguém inicia a carreira de medicina fazendo um transplante de coração.
Ainda é cedo para dizer se seremos ou não campeões do mundo, mas é fato que quando o Brasil chega com vontade de vencer, fica difícil para qualquer adversário. Dunga não é o melhor treinador do planeta - para muitos nem treinador é - mas está fazendo um bom trabalho à frente da seleção. Não podemos esquecer também do trabalho do auxiliar técnico Jorginho.
Depois de convocações duvidosas, mal resultados e péssimas atuações, a seleção tem jogado bem e apresentado um futebol convincente. E, principalmente, o time tem entrado em campo com vontade de vencer. Há tempos que não se via o time brasileiro com tamanha disposição em campo.
Otimistas de plantão, não achem que será fácil trazer o hexcampeonato. Pessimistas de plantão, que dirão que nem estamos garantidos ainda na Copa da África [o que é fato], não achem que seremos eliminados na primeira fase. Equilibrio é fundamental. Qualidade que a equipe de Dunga vem apresentado.
O lema da campanha de Barack Obama na disputa para a presidência dos Estados Unidos era "yes, we can" ["sim, nós podemos"]. Ontem, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, o lema dos norte-americanos quase se tornou realidade no futebol, mas a seleção brasileira pintou a frase em verde e amarelo e mostrou que ser brasileiro é não desistir nunca. We are the champions. Sim, nós podemos.
Depois de virar o primeiro tempo perdendo por 2 a 0, o time de Dunga virou a partida na segunda etapa, conquistou o segundo título sob o comando do treinador e chegou ao tricampeonato da Copa das Confederações [1997, 2005 e 2009]. Para completar, Luis Fabiano recebeu a chuteira de ouro - por ser o artilheiro do torneio com cinco gols - e a bola de prata. A bola de ouro, dada ao melhor jogador da competição, ficou com Kaká.
A noite terminou de forma perfeita para os brasileiros. Mesmo que Dempsey e Donovan tenham tentado estragá-la. Foram deles os gols da seleção norte-americana na primeira etapa. O primeiro, de Dempsey, aos 9 minutos [a Fifa arredonda para 10]. Donovam ampliou em contra-ataque puxado por Davies pela esquerda, aos 26.
No segundo tempo, o Brasil mostrou muita disposição e conseguiu a virada. Luis Fabiano, que prometera cinco gols na Copa das Confederações, cumpriu a promessa. Aos 37 segundos o camisa 9 recebeu passe de Ramirez na grande área, girou e bateu no canto de Howard. O segundo gol foi marcado aos 28 minutos. Kaká fez boa jogada pela esquerda e cruzou, Robinho chutou na trave e, no rebeto, Luis Fabiano cabeceou para empatar.
O gol da virada saiu aos 38 minutos. Elano cobrou escanteio da direita, o capitão da seleção Lucio subiu sozinho, cabeceou no canto esquerdo e decretou a virada e o título. Lucio, dispensado pelo Bayer Leverkusen, está sem time.
Agora o Brasil tentará quebrar a escrita de que o campeão da Copa das Confederações não vence a Copa do Mundo no ano seguinte.